O cérebro representa apenas 2% do peso corporal, mas consome cerca de 20% da energia total do organismo. A qualidade dos combustíveis que lhe fornecemos tem, naturalmente, impacto direto no seu desempenho.
Entre os nutrientes com maior evidência de suporte à função cognitiva destacam-se os ácidos gordos ómega-3 DHA (presentes em peixes gordos), a colina (ovos, leguminosas), os polifenóis (bagas, cacau, chá verde), a vitamina B12 e o folato.
Padrões alimentares ricos em vegetais coloridos, gorduras saudáveis e proteínas de qualidade — como a dieta mediterrânica ou a dieta MIND — estão associados a menor declínio cognitivo com o envelhecimento e a menor risco de demência.
Na prática clínica, a avaliação do estado nutricional e a correção de défices específicos pode traduzir-se em melhorias notáveis na energia mental e na concentração.